Seleção de Togo sofre atentado

Infelizmente, nem só de momentos inspiradores é feita a história do esporte mundial, e o capítulo da última 6ª feira foi dos mais vergonhosos.

A seleção de futebol de Togo teve seu ônibus metralhado quando passava pela região de Cabinda, na Angola, a caminho da Copa Africana de Nações (CAN). Dois jogadores e o motorista do veículo foram baleados, e membros da comissão técnica foram feridos. O assessor de comunicação Stanislas Ocloo e o técnico adjunto Abalo Amelete não resistiram aos ferimentos, e faleceram.

O atentado foi atribuido ao grupo separatista de Cabinda, que é uma das 18 províncias de Angola, mas não pertence fisicamente à área do país. A região, rica em petróleo, vive um conflito separatista que já dura mais de 30 anos.

Segundo o “Jornal Digital”, de Angola, a resistência de Cabinda, denominada FLEC (Frente de Libertação do Estado de Cabinda), já havia alertado em diversas ocasiões que poderia haver falta de segurança para as equipes que se deslocariam à província durante o torneio.

A delegação de Togo já está de volta ao seu país.

Com a saída de Togo, o Grupo B da Copa Africana de Nações terá apenas três seleções: Costa do Marfim, Gana e Burkina Faso. Os três países já confirmaram que vão permanecer em Angola para o torneio e terão seus jogos em Cabinda, conforme previsto inicialmente. Togo faria seu primeiro jogo nesta segunda-feira, contra Gana.

O que o esporte mundial precisa agora é de um novo capítulo, dessa vez, sobre tolerância.

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